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Mostrando postagens com o rótulo educação

Diário de Bordo #1 | Uma língua é um povo

Parte da Amazônia brasileira em área próxima a Manaus. Crédito: Wikipédia. Uma língua é um povo – e a lógica é também uma questão de matemática! Atualmente, existem 274 línguas indígenas sendo faladas no Brasil. Cerca de 500 e poucos anos atrás, quando da colonização (isto é, da invasão e exploração das terras brasileiras), talvez até mil línguas fossem faladas em todo o território nacional. Bastante, não é? E ainda tem gente que pensa que “índio é tudo uma coisa só”. Na verdade, aprendi com as professoras, intérpretes e tradutoras Damiana Rosa e Andreia Vazquez, no livro A fantástica história (ainda não contada) da tradução no Brasil (Editora Transitiva, 2018), que desde sempre existiram intérpretes nas comunidades indígenas brasileiras. Agora, conta comigo! Se uma língua é um povo (porque uma língua é o sistema de comunicação de um povo ou de povos), dizer que atualmente existem aproximadamente 274 línguas indígenas vivas no Brasil, é reconhecer que centenas comunidades nativas, ma...

UniFAFIRE abre inscrições para especialização em Tradução, Cultura e Literatura da Língua Inglesa

O Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE, Recife – PE), instituição de ensino superior que é tradição no Estado de Pernambuco, abre inscrições para o curso de especialização em Tradução, Cultura e Literatura da Língua Inglesa.

Desde sempre havia um dez, só o professor que não via

Falar sobre educação no Brasil sempre me lembra certo episódio contado por um colega de turma quando ainda me arriscava com os números no curso de Licenciatura em Matemática. Em suas avaliações costumava ser bastante amigável nas questões propostas, mas sempre havia aqueles alunos que lidavam com as resoluções como quem deseja compreender espírito da política, ainda mais a brasileira. Um aluno obteve nota 0,0 e se sentiu magoado com isso. Levantando um dos lados da camisa e expondo uma arma de pequeno porte enquanto mantinha o dedo indicador sobre o 0,0 estampado na sua prova, penetrou o olhar no olhar acuado do professor: – Parece que estou vendo um 10,0 aqui, professor. O senhor também não? Coitado, o pobre nem relutou: – E não é que é mesmo? Existe um 10,0 bem aqui, meu filho. Traçou o 1 na frente do 0,0 e o aluno fora aprovado com nota máxima não só naquele, mas em todos os exames de matemática. Os conhecimentos acadêmicos do meu colega foram essenciais para a obtenção d...

Quando deixamos de ser bintu: variações linguísticas na formação do português brasileiro

A variação linguística do português brasileiro é tão grande quanto  a nossa cultura. Segundo Fromkin, Rodman & Hyams (2003), de acordo com certa tradição na África, quando uma criança nasce, ela é considerada kintu (do bantu: “coisa”; plural: bintu ), não muntu (“ser humano”). Apenas mais tarde, com a aquisição da língua, tornar-se-á um “ser humano”, segundo as crenças dessa tradição. Isaiah Negedu, do Departamento de Filosofia da Federal University Lafia (Nasarawa State), identifica as mesmas crenças no estudo das categorias da Filosofia Africana, com algumas variáveis de acordo com o povo e relata o quão importante é a língua para esses povos. A língua é uma exclusividade humana. Segundo a obra An Introduction to Language ( Id. ), não importa o que as pessoas façam (jogar, lutar, amar, construir carros, etc.), quando se encontram, elas falam. Para estes autores, isso é o que também nos diferencia dos animais: “A posse da língua, talvez mais do que qualquer outro...

TIC na educação, por que usar?

No fim do primeiro trimestre deste ano, minhas colegas de pesquisa Dhyanna Lays Ramos Neves e Thayná Deivilla Mendes da Rocha Silva e eu apresentamos, no XIII Congresso de Iniciação Científica promovido pelo Núcleo de Pesquisa e Iniciação Científica – NUPIC da Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE , uma pesquisa de um ano sob orientação da incrível Prof.ª Mestra Márcia Modesto, a saber Google Apps for Education e outros apps na sala de aula de inglês , aprovada pelo NUPIC e desenvolvida junto ao mesmo. O objetivo da pesquisa era mostrar que o uso dos Google Apps for Education e alguns outros apps possuem alto potencial de uso em sala de aula como ferramentas adicionais ao aprendizado de língua inglesa. O que segue é um resumo de nossa pesquisa. A pesquisa não nasceu do desejo de implementação do uso das TIC na sala de aula de inglês, pois este já é um incentivo dos PCN desde a década de 1990, mas do interesse em querer saber por quê das comunidades escolares ainda não serem...

Avaliar para conhecer, examinar para excluir

ÁLVAREZ MENDÉZ, J. M. Aprender com os erros e aprender com as perguntas: sugestões para a ação reflexiva e crítica. In : Avaliar para conhecer, examinar para excluir . Trad. Magda Schw artzhaupt Chaves. Porto Alegre: Artmed, 2002.

Resumo da educação no Brasil: da didática jesuítica à escolanovista

A escola se faz presente no Brasil desde a Colônia, quando a Igreja Católica trouxe seu programa de cristianização dos povos indígenas e, consequentemente, de educação secular. Como religião reconhecida pela Coroa Portuguesa até o período pré-pombalino, o Catolicismo detinha poder político-religioso em Pindorama (do tupi Terra das Palmeiras ), o que possibilitou a instalação de várias escolas em todo o país dedicadas ao clero e aos leigos.

Toda língua viva muda (para os aprendizes de língua inglesa)

Dedicado aos estudantes de língua inglesa e simpatizantes. Toda língua viva, isto é, falada, está em constante mudança (ou desenvolvimento). Às vezes, algumas expressões caem em desuso e se tornam de difícil compreensão nos dias atuais. Selecionei um fragmento de um dos livros mais lidos do mundo, a Bíblia (escrito sagrado judaico-cristão), para que possamos observar como isto ocorre através dos séculos. O texto grego original Como você deve saber, a Bíblia foi escrita em hebraico antigo, grego koiné e, algumas partes, em aramaico, línguas que não se falam nem se escrevem mais da mesma forma. O evangelista João escreveu por volta de 98 a.D.: Οὕτως γὰρ ἠγάπησεν ὁ θεὸς τὸν κόσμον ὥστε τὸν υἱὸν τὸν μονογενῆ ἔδωκεν, ἵνα πᾶς ὁ πιστεύων εἰς αὐτὸν μὴ ἀπόληται ἀλλὰ ἔχῃ ζωὴν αἰώνιον. (João 3:16, segundo a compilação de Westcott & Hort em 1881 reimpressa na The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures em 1985 ) Mas você deve pensar: “Bom, eu não...

O menino que publicou Monteiro Lobato

"Retrato do Saci" (2007), por J. Marconi. Quem de nós nunca foi apaixonado pelas lendas folclóricas quando crianças? Ficávamos quase que hipnotizados na escola ouvindo as mais diversas e curiosas lendas dos nossos coleguinhas naquela famosa Semana (ou mesmo o mês) do Folclore, que nos inquietam até hoje. Ouvimos histórias sobre a Maria Florzinha, a Mula Sem Cabeça, o Negrinho do Pastoreio, o Lobisomem, a Caipora, o Boitatá, o Curupira, o Boto Cor de Rosa, entre outros, e o mais famoso de todos eles: o Saci Pererê .

Conheça todas as partes de um livro

- Boa tarde, você poderia me indicar algum livro legal que fale sobre vampiros, sonhos e estas coisas sobrenaturais? - Veja este best seller , talvez você goste dele. - Ele tem uma capa bonita. - Você pode ver algo na contracapa . - Contracapa? É esta aqui? - É a "capa" de trás. - Ah! É que eu chamo capa de trás  mesmo. - Entendo. Contracapa é a capa de trás do livro. - tendi . Já considerou conhecer por nome e conteúdo todas as partes de um livro? O Portal da Câmara dos Deputados (???) e, mais explicadamente, o site Entrando Numa Fria (ENF) fizeram isso por nós. O site ENF diz que livro é uma "publicação não periódica que contém acima de 49 páginas, excluídas as capas, e que é objeto de Número Internacional Normalizado para Livro (ISBN)." (MAGALHÃES, 2011) De forma geral, um livro possui as partes externas, pré-textuais, textuais e pós-textuais . Dentro destas quatro partes, há muitas outras. Nos elementos externos, por exemplo, existem a so...

Os negros e a cultura brasileira

Quando os negros vieram para o Brasil sob a força da Coroa Portuguesa para realizar trabalho escravo, eles trouxeram para Pindorama, como os índios chamavam o Brasil, a sua contribuição para a formação da nossa tão diversificada cultura. As suas origens estão escritas na nossa culinária, na nossa língua, na nossa religião e na nossa música, entre tantas outras manifestações que poderíamos citar. Ainda após a Abolição da Escravatura em 1888, o negro sofreu perseguição por parte das autoridades governamentais e eclesiásticas que encaravam algumas de suas expressões como própria de bandidos. O sincretismo religioso passou a existir e apenas na segunda metade do século XX a cultura afro-brasileira passa a ser reconhecida e praticada por parte da classe média brasileira, principalmente no Rio de Janeiro. Os traços da cultura africana estão muito presentes na música popular brasileira, como o samba, o pagode, o coco, a ciranda, o fandango, etc. Não raro, notamos saudações à orixás...

O papel da Literatura Infantil para o processo de desenvolvimento crítico da criança

"Ter acesso à boa leitura é dispor de uma informação cultural que alimenta a imaginação e desperta o prazer pela leitura. A intenção de fazer com que as crianças, desde cedo, apreciem o momento de sentar para ouvir histórias exige que o professor, como leitor, preocupe-se em lê-las com interesse, criando um ambiente agradável e convidativo à escuta atenta, mobilizando a expectativa das crianças, permitindo que elas olhem o texto e as ilustrações enquanto a história é lida." (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, 1998, p. 143) . A criança que desde cedo é estimulada ao exercício da leitura desenvolve capacidade crítica e imaginativa maior do que aquela que pouco tem acesso à espaços de leitura. Neste contexto, encontram-se pais e professores, que deverão assumir seu papel de contribuintes para a formação do leitor. O bom leitor é aquele que compreende bem a mensagem de cada linha, bem como o contexto geral da história, e é capaz de trazer para a v...

Ou Isto Ou Aquilo (Cecília Meireles)

A aula era de Literatura Poética*, quando apresentávamos uma análise do poema Ou Isto Ou Aquilo  (1964) de Cecília Meireles. A mim, coube a reflexão sobre o poema. Comecei  mais ou menos assim:

É possível inserir tecnologia na sala de aula?

Imagem: PixaBay.com Diante da disseminação da internet, do tablet e do  smartphone , estranho seria perguntar se seria possível não levar a tecnologia para a sala de aula. Se você é professor, quantas vezes teve que chamar a atenção do seu aluno que estava a mexer no celular enquanto você tentava explicar algum assunto para a classe? Várias, talvez. Mas se você é aluno, quantas vezes não resistiu a dar aquela breve olhadela na tela do celular para ver uma recém-chegada mensagem do +WhatsApp  ou atualização do +Twitter  ou  +Facebook ? Sei bem como é. Rsrs' Quanto à pergunta do post, acredito que a resposta seja simples e direta: À medida que a sociedade avança e novas tecnologias vão sendo desenvolvidas, a instituição escolar pode ficar para trás de não acompanhar este ritmo. Já passamos do tempo em que o professor ia na sala de aula impor apenas respeito, mas deixava de lado a capacidade produtiva de seus alunos. Fazer uso de tecnologias na sala de aula, co...

Lendas folclóricas e urbanas

A Dama de Vermelho (Não é a Dilma). Imagem: Esqueci a fonte. Lenda (lat. legenda , “aquilo que deve ser lido”) é uma história de cunho fantástico, sobrenatural e aventureiro transmitida de geração em geração, usualmente pela oralidade que, concretizando-se na cultura de um povo ou comunidade, passa a existir também na forma escrita. As lendas servem para explicar a origem das coisas, os sentimentos e os relacionamentos do homem com o mundo. Por não serem comprovadas cientificamente, alguns estudiosos e folcloristas afirmam que as lendas são histórias fictícias produzidas pela cultura popular apenas com a finalidade de entretenimento. Contudo, é improvável que estas histórias sobrevivam por tanto tempo atravessando culturas sem que tenham um fundo verídico na sua origem o qual possa servir de base para a investidura do fantástico, do sobrenatural e da aventura. A princípio as lendas eram histórias de santos, mas com o tempo passou a ser uma ferramente de narrativa da cultura ...

Duolingo

Antigamente se considerava analfabeto não só aquele que não soubesse ler, mas aquele que, mesmo lendo, não soubesse "computação". Hoje em dia passa fome quem não tem uma segunda língua (risos). Não é bem assim, mas todos deverão concordar que ter pelo menos uma segunda língua dá aquela reforçada básica no currículo, sem falar nas vantagens em poder aproveitar melhor as possibilidades da globalização sem barreiras linguísticas. De alguns anos para cá muitas escolas de idiomas tem surgido e essa necessidade tem sido cada vez maior. Em pouco tempo, muito mais pessoas estão aprendendo uma nova língua, principalmente a língua inglesa e o mercado de aplicativos para dispositivos móveis como tablets e smartphones não tem deixado isso passar em branco. Se você acessar o Google Play ou a loja de aplicativos da Apple, encontrará uma infinidade de mobile apps que o auxiliam no aprendizado de uma língua específica ou várias ao mesmo tempo. Este discurso é nada mais, nada menos ...

O que é Educação?

Consultei o dicionário Aurélio (FERREIRA, 2010) e encontrei um certo número de definições para o significado da palavra "educação". No final de tudo, escolhi por dar aqui a minha própria definição [mais humanizada] sobre a educação sem que fizesse consultas mais profundas além das minhas costumeiras observações do cotidiano - minhas vivências.

Cultura & Humanização (com adaptações e adicionais)

Boy. Fonte: PixaBay.com. Referência (acho que deve ser essa):   ARANHA, M. Lúcia de Arruda. Cultura e Humanização. In: Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 2006. Cultura e Humanização from Wendell B@t!st@ .