A variação linguística do português brasileiro é tão grande quanto a nossa cultura. Segundo Fromkin, Rodman & Hyams (2003), de acordo com certa tradição na África, quando uma criança nasce, ela é considerada kintu (do bantu: “coisa”; plural: bintu ), não muntu (“ser humano”). Apenas mais tarde, com a aquisição da língua, tornar-se-á um “ser humano”, segundo as crenças dessa tradição. Isaiah Negedu, do Departamento de Filosofia da Federal University Lafia (Nasarawa State), identifica as mesmas crenças no estudo das categorias da Filosofia Africana, com algumas variáveis de acordo com o povo e relata o quão importante é a língua para esses povos. A língua é uma exclusividade humana. Segundo a obra An Introduction to Language ( Id. ), não importa o que as pessoas façam (jogar, lutar, amar, construir carros, etc.), quando se encontram, elas falam. Para estes autores, isso é o que também nos diferencia dos animais: “A posse da língua, talvez mais do que qualquer outro...