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Mostrando postagens com o rótulo análise

O amor é uma fria e sofrida aleluia: comentários à canção Hallelujah, de Leonard Cohen

Antes de tudo, “aleluia” é a transliteração da expressão hebraica halelu-Yah , “a qual é literalmente uma ordem a um grupo de pessoas: ‘Louvai a Jah.’” (WATCH TOWER & TORRE DE VIGIA, 1990, v. 2, p. 470) Esta doxologia (expressão de louvor) ocorre 24 vezes nas Escrituras Hebraico-Aramaicas (geralmente introduzindo e/ou concluindo os salmos) e quatro nas Escrituras Gregas Cristãs, em Apocalipse 19:1, 3, 4, 6, quando todas as coisas louvam a Deus pela destruição de Babilônia, a Grande. ( Id .) Em grego, escreve-se allēlouia . (WESTCOTT & HORT, 1985) “Jah” é uma abreviação poética do nome divino, que em hebraico é יהוה (YHWH, da direita para a esquerda), cuja pronúncia original é desconhecida e o significado incerto, mas que costuma ser traduzido ou vertido ao português como Jeová , Javé ou Iahweh , entre outras formas. Ainda que uma palavra de significado desconhecido por muitos, “Hallelujah” é também uma canção do cantor e compositor canadense Leonard Cohen (21 set. 193...

Marabá: uma breve análise entre o poema e a vida de Gonçalves Dias

MARABÁ (Parênteses inseridos para esclarecimento de palavras e expressões) Eu vivo sozinha; ninguém me procura! Acaso feitura Não sou de Tupá? Se algum dentre os homens de mim não se esconde: – “ Tu és,” me responde, “ Tu és Marabá!” – Meus olhos são garços, são cor das safiras, – Têm luz das estrelas, têm meigo brilhar; – Imitam as nuvens de um céu anilado, – As cores imitam das vagas do mar! Se algum dos guerreiros não foge a meus passos: “ Teus olhos são garços,” Respondo anojado, mas és Marabá: “ Quero antes uns olhos bem pretos, luzentes, “ Uns olhos fulgentes, “ Bem pretos, retintos, não cor d’anajá ! ” (claros) – É alvo meu rosto da alvura dos lírios, – Da cor das areias batidas do mar; – As aves mais brancas, as conchas mais puras – Não têm mais alvura, não têm mais brilhar. – Se ainda me escuta meus agros delírios: – “ És alva de lírios”, Sorrindo responde, mas és Marabá: “ Quero antes um rosto de jambo corado, ...

Ou Isto Ou Aquilo (Cecília Meireles)

A aula era de Literatura Poética*, quando apresentávamos uma análise do poema Ou Isto Ou Aquilo  (1964) de Cecília Meireles. A mim, coube a reflexão sobre o poema. Comecei  mais ou menos assim: