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Mostrando postagens com o rótulo literatura brasileira

Auto da Compadecida: da Idade Média à Paraíba hoje, um picadeiro que atravessa gerações

Por: Aline Maelly & Wendell Santos Ariano Suassuna Foto: Wilson Dias/ABr - Agência Brasil, CC BY 3.0 br, Wikipédia. AUTO DA COMPADECIDA , obra mais conhecida de Ariano Suassuna (1927-2014), veio ao público em 1955 para ser levada, em 11 de setembro de 1956, ao Teatro de Santa Isabel (Recife, PE) e, em 1957, ao Rio de Janeiro pelo Teatro Adolescente do Recife no Primeiro Festival de Amadores Nacionais. Dirigida por Clênio Wanderley, nas palavras de Henrique Oscar ( apud SUASSUNA, 2004), este foi “O grande acontecimento” do Festival. “Os dramaturgos populares têm mentalidade coletiva; gostam de recorrer a um repertório de motivos ( i.e. , assuntos) que compartilham com seu público.” (TAVARES, 2014, p. 181, parênteses inseridos) Segundo o autor da peça, a obra tem inspiração nas histórias e romances populares do Nordeste. (OSCAR apud SUASSUNA, 2004) De fato, alguns episódios da peça podem têm suas fontes em folhetos como O dinheiro , de Leandro Gomes de Barros (1865-1918)...

Marabá: uma breve análise entre o poema e a vida de Gonçalves Dias

MARABÁ (Parênteses inseridos para esclarecimento de palavras e expressões) Eu vivo sozinha; ninguém me procura! Acaso feitura Não sou de Tupá? Se algum dentre os homens de mim não se esconde: – “ Tu és,” me responde, “ Tu és Marabá!” – Meus olhos são garços, são cor das safiras, – Têm luz das estrelas, têm meigo brilhar; – Imitam as nuvens de um céu anilado, – As cores imitam das vagas do mar! Se algum dos guerreiros não foge a meus passos: “ Teus olhos são garços,” Respondo anojado, mas és Marabá: “ Quero antes uns olhos bem pretos, luzentes, “ Uns olhos fulgentes, “ Bem pretos, retintos, não cor d’anajá ! ” (claros) – É alvo meu rosto da alvura dos lírios, – Da cor das areias batidas do mar; – As aves mais brancas, as conchas mais puras – Não têm mais alvura, não têm mais brilhar. – Se ainda me escuta meus agros delírios: – “ És alva de lírios”, Sorrindo responde, mas és Marabá: “ Quero antes um rosto de jambo corado, ...

Jovens e brilhantes

Dilma Fernandes. Foto: cedida. É incrível ver nas redes sociais essa massa jovem e suas mentes brilhantes para com o mundo da literatura contemporânea, principalmente quando o assunto é J. K. Rowling e sua série fantástica e enigmática de Harry Potter. Mas esta juventude não se limita apenas a leitura de grandes obras como a mencionada. Ela vai mais além… Dia desses tive a maravilhosa oportunidade de poder conversar e conhecer melhor dois desses “jovens talentos”, primeiramente por suas tendências musicais, depois (e principalmente) pela desenvoltura quais escritores de séries que ainda não foram lançadas, mas acredito será um sucesso após o outro. Ao passo que visualizamos a cena terrível de muitos jovens deste século, chega a ser incrível ler textos da mais alta qualidade escritos por pessoas com menos de 20 anos de idade.   Dilma Fernandes (Amy, 19) e Clemer Arinon (16) são os meus mais novos queridos escritores. Assumo, virei fã! Não sei se usarão estes mesmos nom...