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Mostrando postagens com o rótulo Traduções de Wendell S.

Blues Fúnebre, de W. H. Auden (1907-1973)

Desliguem o telefone, parem todos os relógios, Previnam o cachorro de latir com suculentos ossos, Silenciem os pianos e com tambores abafados Tragam o caixão, façam entrar os enlutados. Deixem os aviões circularem ao alto com choro Rabiscando no céu “Ele está Morto”. Nas pombas fúnebres ponham gravatas em seus pescoços brancos, Luvas pretas de algodão deixem usar os policiais de trânsito. Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste, Minha semana de trabalho e meu domingo cipreste, Meu meio-dia, minha meia-noite, minha canção e meu diálogo; Eu pensava que o amor duraria para sempre: mas estava errado. As estrelas não são mais desejáveis; apaguem uma a uma; Desmanchem o sol, derrubem a lua, Sequem o oceano e devastem a floresta; Nada mais do que vier interessa. Neste poema de versos AABB, o locutor que não é identificado (gênero desconhecido¹) lamenta a morte de alguém muito amado (talvez um filho, um irmão, amigo ou companheiro). Um contr...

“Quando minha mãe estava grávida”, Rupi Kaur

quando minha mãe estava grávida do seu segundo bebê eu tinha quatro anos eu apontei para sua barriga inchada confusa sobre como minha mãe tinha ficado tão grande em tão pouco tempo meu pai me pegou em seus braços robustos e disse que a coisa mais próxima de deus na terra é o corpo de uma mulher é de onde vem a vida e ter um homem maduro que me dissesse algo tão forte ainda tão jovem fez-me ver que o universo inteiro repousava aos pés da minha mãe – rupi kaur (tradução de wendell s.) Nota 1 : original retirado do livro milk and honey , publicado em 2015 pela Andrews McMeel.

Retratos da Tradução em O Retrato de Dorian Gray

A obra foi publicada primeiro em 1890 como romance periódico. Com a epígrafe em grego koiné e em português brasileiro “Pode ser que se falem muitos idiomas diferentes no mundo, mas nenhum deles é sem significado” (Paulo de Tarso, 1 Coríntios 14:10), o trabalho de conclusão de curso do curso de Letras (FAFIRE/PE) visa, através de um clássico da Literatura Inglesa, abordar os aspectos de uma tradução literária (ou poética) e responder à questão sentido X forma levantada desde Eusebius Hieronymus ao traduzir a Septuaginta. Para isto, fora escolhido a obra-prima e único romance de Oscar Wilde, The Picture of Dorian Gray (em português, O Retrato de Dorian Gray), de 1890 e que já recebeu, desde a década de 1920, diversas traduções ao português do Brasil. Para a contextualização, traça-se a linha do tempo da história da tradução, bem como considera algumas das principais concepções de língua e seu poder enquanto prática social. Contudo, Retratos da tradução em O Retrato de Dorian...

O Prefácio

O Prefácio [a'O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde]

Pandora Invulgar

 Ela: “Cantus Inaequalis” – Adiemus (Karl Jenkins). Ele: “Elegia” – Adiemus (Karl Jenkins). Quando escrevo sobre ti, tenho uma folha em branco. Tu me devoras as palavras com teu vazio profundo numa Caixa de Pandora. Deturpada. Invulgar cigana, fria e sem sabor. Ordinária meretriz embriaga-nos sem pudor. Perdoa ela, Deus! ~ Lino. Neste dia infeliz. Wendell S. (translator): The text below is my English version of the poem above as it has been authorized by the author. Distinct ¹ Pandora She: “Cantus Inaequalis” – Adiemus (Karl Jenkins). He: “Elegia” – Adiemus (Karl Jenkins). When I write you, I have an empty sheet. You devour my words with your deep emptiness into a Pandora’s Box. Perverted. Distinct gypsy, cold, utter tasteless. Ordinary harlot inebriates us with no shame. Pardon her, ye God! ~ Lino. On this infernal day.  ¹ Original: invulgar , which is a new word created by the aut...