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Assim Mesmo é o Amor (Od)

Já me perguntei o que é amor, Mas quase não respondo tal questão... Algo que alivia e traz dor, Faz a ternura e o rancor, Não deve mesmo ter explicação... O que é amor pra você? Demorei a responder. - É um joguete de sentimento O infinito num momento Um contente descontente, Que fere e alegra a gente, Que faz bem ou traz dor, Assim mesmo é o amor! Amor deve ser o sentir Ou diminuir o mártir Dizem que amar é seu sinônimo Quando se ama não tem dor Ficar por atração não é amor Isso sim é o seu antônimo Ah, o amor contente! É tão lindo sentir Ame mais o seu presente Faça mais que existir Ame sempre feliz Independente do mundo Há um sábio que diz: - Quem ama, tem tudo O amor não é complexo Se tem amor, não vá chorar É só ver no outro seu reflexo É simplesmente saber amar Amor não é só beijar Amor também é cativar Amor é poder abraçar Amor é simplesmente amar Amor é sempre entender Amor não é sofrer ...

The Sun is Broken, uma obra infantojuvenil de Andrés Pi Andreu que fala sobre a vida e a morte

Mamãe! Papai! A Vovó Matilda está no telefone. Ela ligou para me desejar um feliz aniversário!  - The Sun is Broken (p. 14, livre tradução). Quando tratamos de literatura infantojuvenil, muitos creem tratar-se apenas de histórias fantasiosas, mas sem algum sentido para a formação crítica da criança ou do pré-adolescente (aproximadamente até os 12 ou 13 anos). Ao contrário, toda e qualquer forma de literatura pode, ainda que nem sempre o faça, transmitir valores e a realidade da vida de maneira sensível aos sentidos mais pueris. É o que faz Andrés Pi Andreu em seu livro de literatura infantojuvenil inglesa The Sun is Broken , publicado em 2013 pela Helbling Languages e chegada ao Brasil através da Disal Editora. The Sun is Broken é a história de uma garota que acabara de completar sete anos de idade e que, após soprar as velas de seu bolo de aniversário, coisas estranhas começam a acontecer, como receber uma carta, uma ligação e uma visão da já falecida Vovó Matilda voando...

O Discurso do Guru

Fonte: Clique para ampliar. Semana passada, nessas idas e vindas de ônibus para estudar e trabalhar, ouvi alguém dizer que “o guru tinha um discurso massa sobre como ser um solteiro feliz”. Fiquei a pensar o que seria um discurso “massa” para aquela pessoa, mas, como não tenho me encontrado no âmbito do senso comum, desinteressei um pouco de sua opinião e recorri às aulas de Análise do Discurso para saber o que seria “discurso” na Ciência da Linguagem. Com ajuda essencial da Professora Lucinha (Dona do Mundo), lá vai mais um discurso meu.

Analisando o discurso do poema "Eu", de Álvaro de Campos

"Fernando Pessoa" por S.A. e Maria José de Lencastre. Antes de tudo: Análise do Discurso é “[…] o estudo da língua sob a perspectiva discursiva” (BRANDÃO, 2009, p. 5). Para Foucault (1972 apud FAIRCLOUGH, 2001, p. 64), “a análise do discurso [está] voltada para a análise de enunciados”, que é considerada uma forma de analisar desempenhos verbais e “diz respeito não à especificação das frases que são possíveis ou gramaticais, mas à especificação sociohistoricamente variável de formações discursivas (algumas vezes referidas como discursos), sistemas de regras que tornam possível a ocorrência de certos enunciados, e não outros, em determinados tempos, lugares e localizações institucionais.” (colchetes inseridos)

Enterrei meu coração

A vida aconteceu estranha para mim. Deu-me visões de pessoas que eu não poderia amar. A minha gênese é o alicerce de um pacto com o mundo de que eu o amaria sem que jamais pudesse ser sentido e, por acaso, sendo amado, o mais estranho estaria entre nós.

A hora da estrela (Clarice Lispector)

Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. A obra a ser comentada é A hora da estrela , de Clarice Lispector, publicada em 1977 e considerada “o livro mais surpreendente que escreveu”, segundo José Castello (1998). Considerarei a primeira edição da Rocco (1998), que tive a grande honra de receber das mãos de um grande amigo adepto de constantes leituras, Marcel Koury . Reprodução de capa. Sob o nome de Rodrigo S.M., Clarice (íntima póstuma) tenta se esconder de seu leitor. A história leva um tanto de tempo para que se inicie e a figura principal, quando finalmente se identifica, tira-nos uma inevitável gargalhada: E, se me permite, qual é mesmo a sua graça? Macabéa. Maca, o que? Béa, foi ela obrigada a completar. Me de...

Meu Coração Demente (Nivaldo)

E quantas vezes mais será repetido? Pois o que mais faltou ser dito?