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Cansada

Ando cansada de não me sentir em falta, só a falta. As vozes do dia me incomodam e, à noite, o vazio me atormenta. Já cansei de procurar um amor, eu me completo com o meu opaco na meditação do meu Silêncio. Com ele eu penso, com ele medito e com ele eu choro lágrimas cortantes enquanto os outros dormem e parecem que são felizes - mais felizes do que eu no meu dia mais feliz - enquanto dormem. Águas de sal involuntárias, o que há que não me deixam e sempre querem me afogar? Ando cansada... Eu não quero mais chorar.

Nada sei

Eu queria saber escrever as belas coisas tão belas que ainda têm para viver. Eu queria saber escrever as belas coisas tão belas quanto escrever as tristes coisas tão tristes. Eu só queria saber escrever as tristes coisas da vida que sempre têm para viver.

Êxtase...

Por: Valmir Sá Repentinamente sinto velozmente o sangue correr em minhas veias como a brincar de liberdade, deixando-me em palpitação saturada de 101%. E logo sei: é ela chegando, amiga noite. Enfeito-me, perfumo-me, visto meu corpo nu, e sento em uma poltrona teatral de um espetáculo só meu. E assim lentamente observo as luzes apagarem-se, fazendo assim visível um palco que e só meu. Aprecio, aplaudo, critico, analiso, dou gargalhadas, sereniso, calo, grito e vai assim passando tempo, hora, minuto e segundo. E sem perceber, como sucção energética, vou descarregando porcentagem de um ser que se carrega de luz. Logo, vejo agressivamente raios ultravioletas adentrarem a arena, estragando a beleza de um ambiente sereno. Adormeço enquanto os normais rotineiramente efetuam suas obrigações. E quando o despertar da pulsação de minhas artérias emocionais gritam, logo sorrio levemente, sabendo que, de gozo extasiado, viverei mais uma madrugada de rei da solidão. ~ VALMIR ...

Toda língua viva muda (para os aprendizes de língua inglesa)

Dedicado aos estudantes de língua inglesa e simpatizantes. Toda língua viva, isto é, falada, está em constante mudança (ou desenvolvimento). Às vezes, algumas expressões caem em desuso e se tornam de difícil compreensão nos dias atuais. Selecionei um fragmento de um dos livros mais lidos do mundo, a Bíblia (escrito sagrado judaico-cristão), para que possamos observar como isto ocorre através dos séculos. O texto grego original Como você deve saber, a Bíblia foi escrita em hebraico antigo, grego koiné e, algumas partes, em aramaico, línguas que não se falam nem se escrevem mais da mesma forma. O evangelista João escreveu por volta de 98 a.D.: Οὕτως γὰρ ἠγάπησεν ὁ θεὸς τὸν κόσμον ὥστε τὸν υἱὸν τὸν μονογενῆ ἔδωκεν, ἵνα πᾶς ὁ πιστεύων εἰς αὐτὸν μὴ ἀπόληται ἀλλὰ ἔχῃ ζωὴν αἰώνιον. (João 3:16, segundo a compilação de Westcott & Hort em 1881 reimpressa na The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures em 1985 ) Mas você deve pensar: “Bom, eu não...

Coisas que as pessoas falam sem saber o significado

Reprodução : Minidicionário Aurélio (FERREIRA, 2010). Já se defrontou com o significado de uma palavra que você julgava ser totalmente diferente? Por exemplo, chamar alguém de “coitado” significa que esta pessoa sofreu um coito, ou seja, a cópula. Chamá-lo de “tadinho”, no diminutivo, apenas denigre ainda mais a imagem do “coitado”, tornando-o ainda mais vítima de um estupro linguístico (antes seja!). A menos que ele tenha de fato sido estuprado, não faz o mínimo sentido associar coitado a condição de sofrimento. Mas como o ser humano não se conforma com uma língua estática, ele a dinamiza atribuindo novos significados às palavras existentes ou criando outros vocabulários. Sabe “porra”? Não chega a ser um palavrão, pelo menos para mim que o compreendo como uma interjeição: “Eita, porra!” Assim como “Puta que pariu!” Aprendi essa com a saudosa Irandé Antunes, que a galera de Letras deve conhecer muito bem. Mas finalmente, quais os significados originais de “porra” e “puta”? “...

"Um SER humano melhor" (Valmir Sá)

Sente-se. Avalie-se. Acalme-se. Interrogue-se. Modifique-se. Pratique-se. E quem sabe te tornareis, um SER humano melhor.

O menino que publicou Monteiro Lobato

"Retrato do Saci" (2007), por J. Marconi. Quem de nós nunca foi apaixonado pelas lendas folclóricas quando crianças? Ficávamos quase que hipnotizados na escola ouvindo as mais diversas e curiosas lendas dos nossos coleguinhas naquela famosa Semana (ou mesmo o mês) do Folclore, que nos inquietam até hoje. Ouvimos histórias sobre a Maria Florzinha, a Mula Sem Cabeça, o Negrinho do Pastoreio, o Lobisomem, a Caipora, o Boitatá, o Curupira, o Boto Cor de Rosa, entre outros, e o mais famoso de todos eles: o Saci Pererê .