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Mitos sobre os quais eu gosto de falar (ou outro título qualquer)

Na verdade, não gosto, é fato. O que gosto é de especialmente trazer à luz os mitos que a sociedade moderna crê. No passado, os mitos eram a religião dos povos. Hoje são apenas mitos, a religião ficou fadada ao submundo do Tártaro, ao abandono. Está nos livros, nos filmes para o entretenimento, longe para a prática da fé. A própria fé se esgota pelo desejo de todos se tornarem deuses. Deuses de si mesmos, que passam por cima de seus sagrados para que o deleite deste mundo não deixe de ser gozado. E soa um tanto puritano dizer “deste mundo”, como se eu mesmo não fizesse parte dele e reproduzisse aqui as palavras do revolto Jesus de Nazaré. Em verdade, talvez não seja eu parte deste mundo ou, muito menos, perambule sobre ele. Os homens que criticam a religião moderna, a política e não se interessam pelo futebol ou entretenimento estúpido perderam a confiabilidade. Tornaram-se fantasmas, espectros de uma realidade que não se enquadra na sociedade que vivemos e em que vivemos. ...

Respeito não está em alta

Por favor, licença e obrigado ainda não são o suficiente. Você deve DAR respeito, e isso inclui não se sentir superior a outros ou donx irrefutável de um absolutismo estúpido que jamais possuirá - porque não existe. Não podemos proclamar a liberdade se não promovermos aos outros o gozo pleno dessa mesma liberdade - liberdade de fé, de orientação sexual, de gênero, de expressão, de orientação política, de ir e de vir... Parece-me que levantamos mais um monopólio. Dessa vez, o monopólio do "existir", uma vez que a privação de direitos (ou a tentativa de privação) anula a livre existência da humanidade. O contrário também é verdade. Deve haver respeito ao diferente, ao mesmo tempo em que somos todos iguais. Sob a pele, tudo jorra sangue. No calor do lume, todo fio inflama. Deveríamos ser como sepulturas, que discorrem a todos sem nenhuma distinção. Embaixo deste solo, todos somos pó do chão, que o vento leva junto as folhas de outono que pisamos sem ter dó. Respeitar nã...

Jogo de palavras: destino

~ Wendell Santos. DESTINO . s.m . A fatalidade a que estariam sujeitas todas as pessoas e todas as coisas do mundo; fado. E se eu estivesse mesmo entregue ao Destino ou Boa Sorte, não encerraria aqui as possibilidades múltiplas de existência e construção de sentido para a vida uma vez que o sentido é construir? Esta fatalidade causa-me enfado, não o fado. Mas ela é o fado daquilo que nós inventamos para justificar as glórias e as falhas, e podemos outrora levar à ruptura expandindo a mente para uma dimensão maior de coisas para estarem unicamente sujeitas à nossa capacidade de criação, não à fatalidade em si.

O giro está em todos os lugares: conselho para um amigo

~ Wendell Santos É preciso fazer esforço para não se importar. Já parou para raciocinar sobre isso? Fazer uso pleno da razão e ver o que importa e o que não importa levando em consideração o estado de sua consciência com relação ao certo/errado/relativo? Sabe a dança do Universo, amigo? Ela é um giro. Tudo dentro desse universo segue esse mesmo ritmo. A vida (que emerge com os quatro elementos) dança com o Universo levando consigo tudo de bom e de ruim num movimento rotativo. Se você desnecessariamente se estressa aqui, uma hora esse estresse vai embora, mas retorna sob a mesma forma ou sob alguma metamorfose indesejada. Você precisa eliminar esse sentimento logo na sua partida para que quando ele volte, não te pegue de supetão e desprevenido pelas costas. Agora pense naquilo tudo que as pessoas fazem e que nos chateia ou até mesmo tudo aquilo que elas fazem para realmente nos ofender ou prejudicar. (Pausa para reflexão...) Está tomando o seu rumo e cada um aguarda seu retorno sem t...

Não passe pela adolescência sem seu "Fake"

Por: Wendell Santos.

Quando morre alguém que a gente ama

Muitos foram os funerais aos quais estivemos presentes nos últimos anos. Muito mais foram os corpos que vimos serem sepultados nesses funerais. “Saudade eterna…” “Morrer” não é exatamente “morrer”, mas transformar-se. Nós é que morríamos nos funerais.

Amar-se ou amar outra pessoa?

Amar (assim como odiar) é inerente ao ser humano. Mas a gente busca no amor a fonte de usufruto da felicidade e, ainda assim, se desaponta. A busca pela felicidade no amor ao outro é o outdoor de boas vindas da Cidade do Esquecimento. As pessoas (ou, pelo menos, grande parte delas) são como imagens compostas de filtros. Sigmund Freud, psicanalista do século XIX, realizou vários estudos e trouxe várias descobertas sobre a mente e o comportamento humanos. Quando amamos, por exemplo, aplicamos em nossa mente uma espécie de filtro seletivo que nos permite ver apenas as boas qualidades da pessoa por quem nos apaixonamos ou, ainda, inserir “filtros” criando uma imagem deturpada da realidade por que pegou a gente pela mão, enviou músicas para o nosso chat , cantou ao telefone e fez nosso coração bater pertinho ao seu num abraço quase ad aeternum . Dedicamos poemas, falamos belas palavras sem nenhum texto previamente organizado e discordamos se ela diz “Eu não mereço tudo isso!” Então,...